Quem sou eu?
António Pinhão nasceu em 1982. Cresceu na Póvoa de Varzim, mas passou frequentes temporadas em Bagunte, na casa de lavoura dos avós maternos, alternando entre o mar e o campo. Filho de uma professora de Filosofia, apaixonada por literatura e que desde a infância lhe foi mostrando os grandes clássicos, e de um médico-dentista com um talento natural para a pintura e a escultura, cedo se habituou a conviver com o mundo da imaginação.
Em criança, mantinha um caderno onde ia escrevendo composições e pequenas aventuras, encorajado pela avó, professora do ensino primário, que depois levava os textos para ler às turmas dela.
Foi nadador de competição, tendo obtido alguns resultados de destaque a nível nacional no estilo de mariposa. A experiência trouxe-lhe disciplina e resiliência, assim como um pequeno vício em desporto. Praticou ainda voleibol, equitação, karting e paintball. Nos dias que correm, não passa sem praticar ténis três vezes por semana, participando de quando em quando em torneios de veteranos.
Estudou música desde novo, primeiro através do violino, depois dedicando-se à viola. Mas foi a guitarra eléctrica o instrumento que o arrebatou. Tocou em algumas bandas e depois formou os Gatilho, banda com a qual gravou um álbum e pisou vários palcos, antes de encerrar esse ciclo em 2015.
Formou-se em Medicina Dentária e especializou-se em implantologia e reabilitação oral, áreas em que exerce profissionalmente. Sempre trabalhou com o pai, director clínico da Ortopóvoa, sendo agora o vice-director clínico.
Em 2009, casou-se com Margarida, a mulher que lhe roubou o coração. Gentilmente, devolve-lho por instantes sempre que ele necessita de se dedicar às artes. Tem dois filhos, Constança e Lourenço, com os quais aprende todos os dias.
A ideia de Submersas, o seu primeiro romance, nasceu durante umas férias no Algarve, quando, ao nadar até uma bóia, sentiu os pés prenderem-se em algo invisível debaixo de água. O medo do desconhecido inspirou uma das principais cenas do enredo.
Sempre disse que escreveria um livro antes dos quarenta anos. Falhou por pouco.